Ouço o assobio incessante do vento na janela… acordei diferente nesta manhã fria e acinzentada.

Um frio de remoer as entranhas. Dia desgraçado!

Não desejo isso para ninguém. Não é possível ser feliz assim.

São tantos sentimentos ruins que circulam por aqui. Já nem sei o que é real e o que é piração! Devem ser as drogas que me mantém vivo…várias delas.

Nunca pensei que eu seria tão dependente delas como estou agora.

Todas lícitas e “para o meu bem”, –  dizem os doutores, os caras que me regulam e controlam.

Eu que sempre fui contra as drogas, as evitei de todas as formas e com todas as minhas forças, logo eu, um cara de periferia – Puft! Toma esta, otário!

De qualquer forma, ainda estou vivo. Creio!

Parte de mim é uma máquina… um maldito robô!

Frio e gelado como esta sala. Frio como os movimentos dos que circulam por aqui.

Sinto dores que nem imaginava serem possíveis. Fios, engrenagens, programações e sons artificiais. Bip! Bip! Bip! Quem aguenta isso? Só com as drogas, mesmo!

As pessoas julgam, olham estranho, desviam e se assustam! Sou uma figura estranha… um robô!

Acho que nunca fui tão sentimental como neste momento.

Choro!

Eu choro muito mais do que quando era apenas humano. Faço isso escondido, entre minhas mãos.

Deus! Qualé?

Meus sonhos têm fincado cada vez mais esquisitos…será que são programações? Será que alguém está invadindo meu sistema?

Me sinto falhando! Já não sei se sou apenas eu por aqui! Sou estranho, falho e esquisito… estou falhando.

Tenho perdido o controle das minhas ideias, me sinto fraco…incapaz!

Dizem que isto é só o começo, que tudo vai ficar bem.

Não tenho tanta certeza disto. Estou fraco… estou falhando demais…

falhndo dremasi…. fahgtikh… zh…falhbcmnlljnq

jhadhadsh

jner…