Capítulo 13 – Final

 

_Capa-Capitulo13

Um homem vivido.

 

Fiquei mais animado depois daquela conversa com o Gigante, porque mesmo que tudo aquilo tenha me parecido bastante verdadeiro e gerado pânico em mim, as palavras do grandão também faziam muito sentido.

Como ele mesmo enfatizou, o Pedro vivia em um outro estilo de vida, porque as instruções e esclarecimentos eram outros, completamente diferentes de quando eu era criança.

Retornei para casa bem mais aliviado e tranquilo, principalmente por ver que o Pedro estava animado e muito feliz em conhecer o Gigante.

Foi um belo encontro, eles se divertiram bastante e eu fiquei feliz que tinham se dado bem. Havia uma cumplicidade e uma alegria enorme entre eles, com o tempo iriam se conhecer melhor e o pequenino iria adorar tê-lo em sua presença, pois além do Gigante ser muito divertido, elevava o padrão de energia do garoto, como um tio querido e brincalhão.

Depois de tantos anos fechado em mim mesmo, convivendo apenas com alguns poucos amigos do mundo dos negócios, enfim tinha encontrado o Gigante, alguém a quem eu podia chamar de amigo e confiar plenamente.

Meu amigo imaginário! Bom, quase imaginário, já que meu filho divida esta alegria comigo.

Nosso amigo em comum estava sendo de extrema importância naquele momento, já que tinha em mente de que, muito provavelmente, o Jack estava de volta e fazendo o que sabia fazer melhor… cercando o menino, assim como fez comigo no passado.

Ao ver o Gigante e aquela dimensão suave e positiva em que ele vivia, me perguntava o que teria sido minha vida se eu tivesse alguém que me orientasse assim naquela época, talvez jamais teria me envolvido com as histórias pesadas do Jack.

De qualquer maneira, era muito difícil responder esta questão, já que minha família naquela época era ótima e eu não dei a importância merecida. Não soube ouvir os conselhos de minha mãe e nem o valor merecido ao meu pai.

“Honrai seu pai e sua mãe”… agora, faz todo o sentido para mim, pena que tardiamente! Que meus filhos – e os filhos dos filhos deles –, sejam mais sábios do que eu!

Como o combinado com a minha família, fomos todos para a praia e nos divertimos muito.

Quando estive por lá, no litoral, tive a sensação de observar coisas de algum plano paralelo, pois surgiram sons, luzes e figuras que, muito provavelmente, apenas eu e meu menino vimos. Porém, fora a beleza e o encantamento, de resto não nos afetou em nada.

Depois daquela conversa com o Gigante fui vê-lo novamente apenas muitas semanas depois e, exatamente como ele previra, nada de ruim nos acontecera e nem teve espaço para nos atacar, o Pedrinho era um menino positivo demais para dar motivos para que o Jack invadisse.

Dava de dez em mim em caráter, alegria e tudo! Impressionante!

Lógico que não faltaram tentativas e aproximações, mas o menino estava em contato muito próximo com outras energias para cair na lábia do Danadão.

Enfim, eu sabia que já havia passado tempo demais longe do Jack… era a minha sina!

Sentia que ele iria surgir mais uma vez para, finalmente, darmos um rumo em nossa história. Eu iria ser cobrado e ter que dar alguma satisfação, mais uma vez, mesmo não querendo.

Bom, tinha o fato de estar me sentindo mais seguro, em paz e nem estar me importando tanto assim com a possibilidade dele surgir por aquelas bandas, mais uma vez. Não por mim, com certeza!

Precisávamos encerrar nossa história. Sentia que estava me rodeando, podia apostar que não demoraria.

Aquela sensação desagradável, enjoos e irritação sem sentido, era um sinal óbvio e bem próprio de uma aproximação de algo do mundo invisível para mim, ou melhor, para ser específico, da presença do Jack.

Ele estava chegando e eu sabia. Porque fiquei quase um dia inteiro irritado e enjoado, ou seja, o convite de entrada já havia sido enviado e só faltava chegar o convidado.

Não poderia afirmar de quem se tratava com exatidão, pois God também não era uma presença fácil de conviver, com aquela sua energia poderosa. Se do bem ou o do mau, algo estava por surgir, isto era certo.

Naquela tarde, trabalhei incomodado e no aguardo, porque havia entendido perfeitamente os sinais.

Deixei que todos fossem embora, afinal, já não trabalhava sozinho, no instante seguinte, após a saída da última pessoa do escritório, coloquei a conhecida cadeira diante de minha mesa e aguardei.

Sentia uma grande dor no estômago e o vento frio – fora de época –, que batia insistentemente em minha janela, me fazia perceber de quem se tratava, já o havia reconhecido… era o velho demônio.

Aquela noite, mesmo sabendo da chegada do Jack, coloquei uma música calma, fiz um café e continuei meus trabalhos normalmente, porque acelerar com os interesses dos clientes sempre foi preciso, como um lema a ser seguido religiosamente, haja o que houver.

Estava concentrado e levemente cansado, um ótimo dia para ir para a minha cama, mas sabia daquele compromisso e estava disposto a recebê-lo. Tinha que deixar as coisas claras, fosse lá o que isto quisesse significar naquele momento e, mesmo porque, meu café estava ótimo e tinha que cumprir sua função, o de me despertar.

Quando já estava tarde e eu quase desistindo do assunto, o vi chegar pelos cantos dos olhos, mas não me assustei.

Não estava em seu formato mais humilde e receptivo como da última vez, todo polido, educado e disposto a conversar.

Não! Ali, me olhando fixamente como um bicho ofegante, um pouco irritado e arrogante, disposto a brigar. Porém, se esta era a estratégia do dia, ele havia se dado mal, pois eu não estava no mesmo clima, com a mesma vontade de discutir, apenas queria encerrar logo aquele assunto.

– Então, quer dizer que agora o trabalhinho está rentável? Perguntou-me da porta da minha sala, com cara de patrão e todo cheio de pose.

Não sorri, nem fiz cara de boas vizinhanças, apenas retirei os óculos e o fitei, exatamente como ele estava fazendo comigo, como se o esperasse concluir sua irritante provocação.

– Espero que seja grato por melhorar seu padrão de vida! Afinal, não fui eu quem lhe proporcionou isto, mais uma vez?

– Ok! E você foi muito bem pago para isto, não é mesmo?! Já que arrastou sete almas para o seu mundo, lembra?!

– Sim! Eu também lembro que você falhou em sua missão e eu tive que cumprir com a minha. Os coitados pagaram caro pela sua incompetência.

– Os “coitados” foram arrastados em uma armadilha sua e não em algo que eu tenha arrumado e preparado. Eles só foram levados, porque você armou tudo. Invadiu mais uma vez os limites alheios, recorda-se?

Ficamos em silêncio e esta atitude dele, se me lembrava bem, era a pior das respostas! Porque era assim que ele me respondia naquele momento, atenção e silêncio, enquanto passeava lentamente pelo meu escritório, como se investigasse os detalhes da minha vida por ali. Alguém em procura de algo ou alguma pista que me denunciasse.

– Como podemos ser amigos?

Perguntou, como se não esperasse resposta, pois mal acabou de me questionar e já veio com acusações e possíveis respostas:

– Como posso evitar que o pior lhe aconteça ou a alguém próximo a você, se não temos nada em comum? Nem uma leve amizade?

Senti uma raiva terrível quando ele me pressionou daquela maneira, odiava ficar sob este tipo de ameaça.

Ele percebeu que havia mexido no ponto certo, porque parou de zanzar e fuçar em minhas coisas para me observar nos olhos, bem no fundo deles… cara a cara.

Desta maneira, em um estalar de dedos, da estante de livros do outro lado da sala, se aproximou a poucos centímetros do meu rosto.

Me olhava fixo, procurava minha fraqueza, me buscava bem lá dentro de mim, em algum canto de minha alma, então, soltou um daqueles sorrisinhos cínicos, sem abrir a boca, quase um grunhido, com sua certeza absoluta e a segurança de quem está no caminho correto… pronto para me destruir, mais uma vez!

– Pedrinho?! Vem brincar comigo?! Falou com uma voz infantil e, na sequencia, vi seu corpo mudar – com aquela transformação rápida dos seres invisíveis –, em uma criança que eu conheci muito bem nos tempos passados.

Ele sugeria, com imagens amedrontadoras em minha mente, que eu não era mais o seu alvo principal, ou queria aparentar não ser, pois dizia estar dedicado em se aproximar do meu filho.

Ele usava o mesmo uniforme da escola que meu filho, em uma provocação clara.

– Nós temos que nos divertir! Continuava a falar com aquela voz infantil – Somos crianças, não é mesmo?! Dizia e me enviava imagens dele junto com meu filho, aprontando as mais variadas bizarrices, passando por todas as fases da vida, até chegar a adulta e os muitos sofrimentos que uma vida desregrada oferece.

Via o Pedrinho em momentos muito tristes, um adulto sem uma boa formação e nem uma boa índole, praticando coisas bem impiedosas e impensadas.

– Se sua ideia é me arrastar para o seu mundo com estas imagens pouco prováveis sobre meu filho… acredite, está perdendo seu tempo, Jack! Ele não é igual a mim, não está dando ouvido para as suas bobagens. Não vai funcionar! Então, esbocei um sorriso seguro de minhas palavras, algo que, imagino, o velho demônio não parecia estar. Minha tranquilidade, mesmo sofrendo com aquelas visões desagradáveis, deve tê-lo irritado demais.

Primeiro, ele rosnou como um animal raivoso e ao se sentir desafiado, ridicularizado, o rei da trapaça – se mostrando bastante incomodado com minha indiferença –, quis deixar bem claro quem mandava por ali. Então, com um único movimento de sua mão fez com que todos os objetos da sala saíssem do estado de repouso onde se encontravam e rodopiassem malucos e com vida própria pela sala.

Me vi no centro daquele caos, como se uma cena de explosão estivesse sendo filmada em câmera lenta. Vi tudo revirado, arrebentado e suspenso no ar ao som de um terrível e seco grito de ódio do Jack. Impressionante, arrepiante e poderoso, estas são as melhores palavras para descrever a situação!

Minha mesa de vidro espatifada em mil pedaços no ar, junto com quadros, papéis e tudo o que estava naquela sala… flutuando! Uma situação impensável e amedrontadora!

Por um segundo perdi completamente as esperanças, porque, de todas as coisas que já havia vivido, aquele caos foi de longe o mais assustador e apavorante fracasso de minha vida! Um simples e frágil humano diante de um fim inimaginável!!!

Tudo rodava lentamente, quebrando, derretendo, espatifando e cortando a minha pele. Vivenciava uma explosão de um ângulo que nunca poderia ver, em seus mínimos detalhes. Tudo estava quebrando em minha sala, como se fossem feitos de algum material muito fraco, tal qual farinha ao vento… se diluindo!

Foi então que comecei a sentir minha pele esticar e formigar, como se estivesse sendo puxada em várias direções diferentes.

Sabia que minha hora havia chegado e, desta maneira, como em todo fim, pelo menos eu imaginava assim, me veio uma lembrança, o começo de tudo, provindos de um momento muito antigo, talvez a primeira lembrança da minha vida! O meu começo, quando eu cheguei naquele mundo, a primeira sensação… o nascimento.

Maravilhado, acabei rindo de como o meu fim, naquele instante insano em que tudo explodia, também se parecia, em todos os sentidos, com o momento de meu nascimento!

Não era tristeza, medo e nenhum sentimento ruim, como o que presenciara há segundos atrás, mas uma grande alegria! Estava nascendo de novo, das mãos da parteira mais conhecida da minha vila! Fiquei feliz de rever aquela senhorinha tão miúda e tão cheia de Amor.

Logo que nasci, fui passado para o colo de minha mãe. Confortável, seguro, muito e amorosa. De sua boca ouvi suas primeiras palavras de afeto, acompanhadas de uma grande alegria sem comparações, coisa de mãe de primeira viagem!

Ela, ainda muito jovem, me dizia coisinhas simples e, com seu jeitinho meigo, apenas me ninava, acariciava e amava incondicionalmente.

Como podia? Estava há poucos segundos atrás em meio a uma situação terrivelmente violenta e, naquele momento, aquilo, minha mãezinha querida e suas palavras de boas-vindas! Eu, diferente do que se poderia suspeitar, só conseguia sentir alegria e gratidão.

De relance, com as vistas bem embaçadas, talvez por ainda não enxergar direito – devido aos poucos minutos de vida –, pude ver, logo ali ao lado, outro vulto que se fez presente.

Devagar e bem respeitoso, se aproximou calmamente. Sorriso discreto no rosto e de movimentos apaziguadores, como sempre, surgiu para mim como um anjo, vindo lá dos fundos daquela sala humilde. Usava uma de suas melhores roupas… o meu querido papai!

Sim! Eu pensei assim mesmo, meu papai!

Com todo seu Amor de homem sensível e carinhoso, que jamais ofendera, gritara ou se irritara. Seu rosto sofrido de sol e suas roupas simples, apesar de caprichadas, trazia consigo o melhor de todos os presentes para completar aquele cenário de bem-querer… o verdadeiro Amor Incondicional.

Eu era bem-vindo, muito querido e amado. Pude perceber aquilo completamente e, por isso, nada poderia me fazer mal. Sabia, de alguma maneira, de que ninguém atrapalharia aquele encontro maravilhoso! Senti vontade de chorar… e chorei. Não de dor, fome ou medo, mas por ter reencontrado aquelas figuras importantíssimas em minha vida.

Reconheci o significado do Amor e dei graças à Deus por ter passado por aquela experiência. Me sentia protegido e radiante, como se uma Luz poderosa saísse de meu coração e pulsasse viva em todas as direções, invadindo a sala onde estava cada vez mais e mais, até que tudo ficasse iluminado, como um grande vácuo branco.

Desfrutava de um silêncio agradável naquele espaço vazio, como se tudo estivesse ali, começando de novo, esperando que eu o preenchesse com minha história, meus sentimentos, desejos e alegrias.

– Este momento não é mesmo uma delícia?! Me perguntou uma antiga voz muito conhecida. Estava mais doce, tranquila e serena, diferente da primeira vez em que a ouvi! Porém, ainda era Ele: God! Deus!

Ele foi surgindo lá do meio daquele fundo branco e foi se aproximando, sem pressa, assim como fizera meu querido pai.

– Bom, talvez você tenha facilidade de compreender a necessidade de criar algo neste mundo sem formas, sem sombras, sem cores e sem maldade alguma, afinal, você não tem feito muito isto como designer?! Me perguntou despretensiosamente, o belo rapaz que parou diante de mim, com seu sorriso cativante – Creio que a palavra criação faz um sentido ainda maior por aqui, não é mesmo? Completou.

– Eu morri?! Perdi minha batalha ou a venci?! Perguntei admirado como os traços de God, eram tão mais lindos e tranquilos do que a última vez que o vira.

– Não! Apenas lhe recuperei daquele momento complicado para este, mais suave e introspectivo, onde pudéssemos conversar em paz.

– Então, acabou? Estou livre do Jack e as maluquices dele? Me senti feliz, mas ao mesmo tempo lembrei de minha família, dos meus filhos e a falta de proteção que estariam sem a minha presença – Meu filhinho, como ele se manterá firme diante das ameaças do Jack? Então, aquelas imagens horríveis eram reais? O Jack o corromperá?!

– Não creio! Mas, tenha calma! Você ainda não saiu daquela história. Me disse, enquanto eu me via novamente entre todas aquelas coisas flutuando em minha sala, ao meu redor.

­– Sua história ainda não terminou, Marçal! Ainda há o que fazer e o que criar. Apenas, lembre-se de criá-la direito, como um bom designer! Você pode ser um criador melhor do que tem se apresentado. Ouvia claramente sua voz, enquanto Ele sumia entre os destroços esvoaçantes da minha sala distorcida.

Achei engraçado Ele me chamar de Marçal. Até aquele momento, o Jack e Ele insistiam em me chamar de Mac.

Olhei para aquelas coisas voando, para a Luz que diminuía ao meu redor como se me apontasse para uma nova realidade, por um novo e lindo começo, e pensei:

– Nada é definitivo e pronto! As coisas mudam e se adaptam… recomeçam!

Senti uma vontade de erguer os braços e desejar que tudo se restabelecesse, se encaixasse em seu lugar e aquietasse. E, assim, ao meu comando e desejo profundo, tudo se assentou delicadamente, como um filme ao contrario. Cada pecinha e cada cantinho daquele ambiente fora restaurado, de forma tranquila e silenciosa.

No final, ali estava eu, de pé e orgulhoso por me encontrar. Filho querido de pais amorosos que me deram a oportunidade de experimentar a vida, com o forte desejo e convicção de que Deus/God estaria comigo para me apontar as muitas maravilhas que nela existiam.

O Jack ainda estava ali, mas não parecia querer me desafiar, nem atrapalhar, ou nada que me incomodasse. Ele era apenas o mau que existia em mim, assim como em todos os seres normais e sob controle.

Se limitou a me observar até que, em um amigável aceno de cabeça se despediu de mim e copiou o God, desaparecendo lentamente no ar.

Sentia que nenhum dos dois tinham desaparecido completamente da minha vida, estavam por ali, controlados, disponíveis e a minha escolha.

Isto era algo muito importante e merecia um belo destaque, pois a partir daquele momento vivia sob minhas regras e escolhas, o famoso Livre Arbítrio.

Vibrava com aqueles recentes acontecimentos, quando, de repente, vi que apenas uma folha ainda insistia em rodopiar no ar, até que, finalmente, caiu suavemente em minha mesa.

Percebi que algo estava escrito nela. Era a mensagem de God, em letras góticas, assim como naquele carrão que o vi pela primeira vez:

“Seja um bom designer e crie uma história melhor daqui para frente”.

Sorri com a alma leve e o coração cheio de esperanças. Aliviado!

Fechei meu escritório devagar e atentamente como sempre, em seus mínimos detalhes, como todo aquele que tem TOC, mas sem culpa, medo e nem pressa.

Não resolvi as muitas dúvidas que rodeavam meu imaginário, não enriqueci e nem me livrei das dores corporais, graças a uma doença que carregava há muito tempo. Porque eu era, enfim, apenas mais um ser humano como qualquer outro e isso, para mim, era uma grande alegria… o máximo!

Sentia uma enorme felicidade por poder ser alguém normal… finalmente!

Desci as escadas pensativo, saí pelo portão exatamente como todos os outros que trabalhavam por ali, assim, sem nada de especial e nem melhor do que ninguém . Nada de diferente, apenas, deliciosamente em paz.

Olhei o sobrado onde trabalhava sentindo-me pleno e feliz, tudo parecia normal, sem problemas e comum, como sempre sonhara.

Quem me visse com os olhos da matéria, com certeza, veria uma pessoa qualquer encerrando seu dia de trabalho e partindo para casa, como todos os dias e todos os outros. Porém, aqueles, assim como eu, com um mínimo de sensibilidade, com o olhar mais voltado para a espiritualidade, poderia observar um algo a mais. Um homem vivido entre dois vultos: um iluminado e o outro… nem tanto!

 

 

Fim

 

 

 

 

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