E ao me deparar com uma dor sem fim, provinda de uma possível picada de aranha que inflamou, se tornou uma bela ferida dolorida e inchou minha perna, me preocupei com a tal da finitude… mais uma vez!

Uma mistura de tristeza, incerteza e perda se misturaram em minha cabeça e… chorei!

Porém, não um choro de medo por perceber que estava fragilizado, mas por tudo aquilo que nunca fui e nem serei. Quem sabe por me entender um cara limitado?

Talvez tenha faltado aquela aula de catecismo, meditação, ou somente ter tocado uns tambores por aí… né não?

Imaginava as muitas coisas que poderia ter feito, realizado e trazido para a minha família, mas que, talvez, nunca iriam se realizar.

A dúvida crescente por não ter ideia de qual o caminho a seguir, se em débito com alguém, se deixaria saudades nos corações das pessoas que conheci no decorrer desta vivência ou ódios e descontentamentos sem fim. Isso abala a gente quando a dor é preocupante.

Se partisse, deixaria para trás o que sou hoje e nem sequer me lembraria das muitas pessoas que amo? Pode ser uma possibilidade, já que ninguém volta para explicar que merda tá rolando! No máximo aquelas aparições rápidas que fazem com que coisas se mexam e flutuem sem sentido!

Será que depois que morremos ficamos bobos? Infantilizados? Perdemos a capacidade de dar um telefonema, uma carta, um e-mail… qualquer sinal civilizado? Será que serei assim também?

Me tornarei uma nova pessoa e terei novos objetivos? Tipo o moleque que entra no colégio e não quer se misturar com a garotada do ginásio?

– Aqueles juniors idiotas que vão queimar meu filme com a minha nova galera? Tô fora… sou Super-Adulto agora… tô em outra!! :p

Ok! Naturalmente já não tenho maturidade para lidar com várias cenas e situações da vida que mereceriam extrema responsabilidade e total seriedade de minha parte, imagina se me dessem a capacidade de dar uns sustos por aí… acho que serei um fantasma bobão, mesmo! :p

Que saco! Tenho tanta coisa séria, legal, divertida, amorosa, amistosa e querida pra fazer por aqui ainda!

Foco na dor, mente na dor e, ao mesmo tempo… disfarça que talvez me errem.

– Mente na dor! Você que dizer, Foco?

– Não! Mente mesmo… porque a mentira é uma viagem, as vezes, faz a coisa horrível melhorar! :p

Pô! Creio que essa viagem toda deva ser fruto do excesso de remédios… apenas… desconsidere!