Sou paulista que carrega consigo todas os tiques, manias e travas que um paulistano tem direito: Gosto muito de pizza, falo sem “s” no plural e destruo “as concordância”, o “n” é anasalado, coisa que irrita e faz gente de fora ficar de saco cheio com estas frases cheias de gerúndio, uso o “meu” no final das frases, escuto samba parado, como “uns pastel” na feira e falo mais que a boca, é verdade!

Creio que sou um verdadeiro paulistano, mesmo! E gosto muito da minha terra, pode crer! O que talvez me torne um cara chato da porra para você! Fazer o que, né?

Se amo São Paulo?! Nem tanto quanto deveria, mas tem uns lugares especiais que moram no meu coração e creio que deveriam ter maior atenção da administração desta terra tão querida, sendo que 2 lugares são especiais:

1 – Amo a Mooca! Porque Mooca é Mooca e o resto é bairro (rsrsrs), apesar de não ter nascido lá, é um canto especial e de pessoas queridas.

2 – O Parque do Ibirapuera. É gostoso passear por lá. A praia do paulistanos e um bom lugar pra ver verde e gente descontraída.

Tudo lindo e maravilhoso nesta história, mas diante desta revelação toda e a declaração de amor por São Paulo, tenho que confessar algo e que você vai estranhar, mas antes deixa eu perguntar para você: Você fala sozinho em sua mente?

Então, eu falo… e muuuito!

Sabe aquele seu “eu” que conversa com você, que ocupa quase 100% da sua mente ociosa? A famosa consciência, dona de ótimas opiniões,  palavras sinceras, objetivas e que te faz evitar um monte de bobagens? Pois então, eu também tenho uma aqui na minha cabeça. Este ser que adora dar uma opinião, morador exigente e íntimo da minha cabeça, existe por aqui o dia inteiro. Porém, ao invés de um bom sotaque paulista, como logicamente deveria ser, se apresenta para mim como um constante eco nordestino.

Esta consciência é um velho sábio nordestino “damulésta! Ops!… da pixorra,mesmo!

O cabra, arretado, cheio de marra e intrometido que dói, tem sempre uma última palavra nos meus longos raciocínios, por isso, eu apelidei esta eterna intromissão de “ponto final”, ou melhor ainda: Zé do ponto! Pra ficar mais “porreta”! Visse?!

Ele, que me aporrinha com opiniões sem fim, sempre finaliza meus pensamentos com um tiquinho dele, por isso, se distraído, acabo soltando uns “oxes” aqui e ali.

Sou nascido e criado nos extremos confins da Z/L, isto me faz ser ainda mais complicado, desconfiado e de cara feia! Pode crer, ou melhor, entendo se você não conseguir compreender o porquê, tem muita coisa envolvida aí e precisa viver uns bons anos por lá para saber exatamente. Só posso afirmar que não é fácil! “Respeita us mininu, visse?”! :p

Este senhor invisível e intrometido, faz observações e tem uma lógica danada que, apesar de muito ligeira e desconfiada, fecha minhas opiniões e certezas absolutas com grande humor e raciocínio rápido, o que o torna indispensável em meu dia-a-dia.

Pense comigo e você há de compreender, num país em plena crise econômica, onde dinheiro, emprego e honestidade andam tão em falta, como dispensar um pensamento bem humorado com aquele leve toque de ar sacana?

Não me leve a mal de me encontrar por aí “aperreado que só a porra”, “cuspindo fogo pelas venta” e doido pra riscar a peixeira no chão, é que esta coisa que passa por aqui, tem seus dias de cabra macho e louco pra mandar tudo se lascar.

E é isso! A peleja é danada, lutando pra passar por riba das dificuldades pra nenhum fio de égua me fazer murchar as “ureia”, oxe?

 

 

 

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