Podia desistir, né não? Rolou um pensamento estranho por aqui ao assistir o desespero de um cabra num filme que passava por momentos tão ruins quantos os que vejo ao meu redor neste momento. Desistir, lógico! E porque não?

Lamentei a dor do cidadão, mas respirei fundo e mais uma vez evitei alguma lágrima honesta e sincera escorrer por este rosto cansado. Apenas pensei: Que besteira é essa? Nem pensar! Não hoje e ainda não.

Esta coisa de chorar é muito besta, me sinto aquele time fraco do 7×1 que foi arrebentado pela Alemanha. Péssimo! Não dá.

Desculpem aí se sou pouco emotivo, esse lado deu uma esfriada com o tempo. Que saco! Talvez fosse mais fácil se sentisse esta coisa em mim! Parece fraqueza, sei lá!  Foi mal… esfriei mesmo!

Odeio choradeira e fraqueza! Nem fodendo, sem essas! Sai fora.

Esta falta de tranquilidade e este excesso de enchimento de saco, que bosta e baixaria. Vibe ruim que dói!

Seguindo adiante de cara feia, andar duro e pronto pra viver! Que bosta me pegar tão irritado, emputecido e dolorido.

Tristeza ruim.

Ouvi a conversa acelerada do respeitável senhor em seu celular que emanava prosperidade e arrogância. Pressa, intolerância e superioridade.

Na sequência vi um rapaz simples e seu jeito carinhoso de se comunicar com uma pessoa em seu celular “simplão”. Amor que não se explica.

Lembrei dos meus e toda correria pareceu fazer sentido. Tinha um porquê de estar por aqui ainda. E gente simples nunca desiste, sabe como é a dureza. Já arrasta estas a muito tempo. Pouca coisa assusta.

É como dizem, você sai da Z/L, mas a Z/L não sai de você. E não é que parece que é isso mesmo? Tô nessas aí.

Parei em uma praça por aí, admirei as pessoas e a doideira em que se encontram. Suas desesperadas correrias do dia-a-dia e me preocupei! Será que estava daquele jeito também? Desesperado em busca do que? Quase senti de novo aquela vontade de me despedir mais uma vez.

Pareceu complicado e ruim aquelas escolhas.

Mas, hoje não. Tenho uns objetivos para alcançar.

Apenas lamentei pelo cara do filme e fui terminar uns trampos atrasados.

Hoje não, Jão.

 

 

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