Eu sei, não tem sido fácil… pode crer!

Sua luta tem sido forte e incansável, tô ligado! Sei como é isso aí.

Mas, em meio a este imenso furacão, tenho notado que, estranhamente, estou conectado e me encantado com coisas simples. Detalhes!

Tenho visto grande valor em coisinhas que não têm um significado extraordinário e nem relevância para muitos, mas que têm me emocionado e chamado a minha atenção demais. Talvez, até mais do que o normal!

E assim, parece que todo segredo desta vida gira, mesmo, em torno do Amor.

E digo daqueles bem comuns, simples e sem destaque algum.

E aí? Aí que tenho ficado assim, me contentado com uma vida simples, exatamente como naquele passado distante.

Se você está lendo este texto boboca, desejoso por grandes e complexas explicações sobre o valor, a intensidade e as milhares de maneiras de se ter um grande amor em sua vida e que te favoreça? Desculpe! Não é isso que desejo escrever.

Escrevo aqui, meio distraído, sobre algo muito mais simplinho e quase sem grande significância para alguns.

Se você pensa em sexo, desejo, dominação e luxúrias. Eu, apenas digo sobre Amor simples, espontâneo e verdadeiro. Tipo pulo na poça d’água, jabuticabeira carregada e brincar com cachorro novo.

Se você quer respostas, rebolada de mulher na balada e homem cheio de si, com champanhe decorado de velinha de aniversário na mão. Eu, apenas penso, com um sorriso bobo em meu rosto, sobre cheiro de chuva, fogueira com roda de amigos e copo de chocolate quente.

Imagino um sorriso gratuito, abraço de mãe, apoio de pai e correr na chuva.

Hoje, percebo que me satisfaço ao me ver divertido com pequenas coisas e descobertas.

Carrego amor simplinho neste coração antigo.

Amor que quase não sei explicar sem imagens, por isso, fotografo e desenho num papel de guardanapo, como se enviasse sinais ao mundo, revelando como o vejo por aqui.

Prazer por estar rodeado de gente antiga ou nova demais, sem aqueles sabichões, os meios termos, que exalam desejos de poder e sexo animal.

Brincadeira na calçada, futebol de rua, desenho em folha nova ou no caderno velho em branco.

A grata surpresa de um arco-íris, de chuva de verão e café da manhã.

Bicicleta na descida, bolo de fubá, arroz fresco e quentinho no pão com manteiga.

Mãos dadas no parque, foto de árvores e mergulho no mar.

Comer pipoca, cobertor quentinho e suco de milho!

Amo a vida em seus detalhes mínimos e suas facilidades.

Amo tudo o que entende do que estou falando.

Amo tudo!

Amo, mesmo e… fim! 🙂

 

 

 

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