Nêgo véio não põe a mão em cumbuca fechada? É isso aí!
Andava de cabeça em pé e não entrava em fria por ninguém.
Deste jeito que ele tem andado desde sempre, malandro da melhor qualidade, mas agora, da pior espécie.
Desconfiado, arisco e sangue frio, nunca anda duro em sua vida sem moleza e sem critérios!
Quando criança, jogava bola de cabeça erguida e corria como o vento, um craque.

Se os governos, todos eles, um após o outro, governassem com vontade de mudar as realidades sofridas e em prol de alguma moral e o desejo profundo de que seu povo tivesse um futuro. Se realmente existisse alguma mínima chance de que as pessoas pudessem conquistar uma vida digna e baseada na boa educação e no esforço próprio, como uma terra das oportunidades, como dizem existir em outros lugares. Se aprendessem e quisessem, através do exemplo dos que dirigem este país, e desta maneira as oportunidades passassem por perto de seu bairro naquela época, com certeza, veríamos um outro futuro para o então moleque sorridente e divertido, aquele cuja a alcunha era: Maestro do Futebol.

Maestria no jogo de cintura, na capacidade de liderar, na força de vontade, do desejo de viver, do amigo fiel e incentivador do jogo honesto, limpo, cheios de dribles no campo.

Nada daquela bagunça e a desordem que era a sua vida diária. Sofrimento em muitos níveis, perante a realidade quase trágica e sem vide-bula. Triste e heroico como suportava o não ter e o sofrer, com um belo sorriso no rosto e um olhar brilhante, único e especial.

Porém, muitas realidades e inexplicáveis “nada ter” por períodos longos demais, levaram seu sorriso lindo, sua habilidade e a invejável liderança para longe.

Para você, talvez um louco doente e o pior dos humanos, mas para mim, conhecedor de sua história, um dos melhores sobreviventes!

A violência nunca resolverá.

Talvez, Amor? Amor nos primeiros momentos e para sempre?!

Não sei como fazer.

E você?

 

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