Encerro meu dia como se terminasse uma luta sangrenta e em desvantagem!!!
Cansado e humilhado, exatamente como desejam nossos maravilhosos governantes. Eu, um exemplo perfeito de brasileiro: desconhecido, desmotivado, fraco e sem vontade.

Será que acordarei algum dia me sentindo pleno e orgulhoso do meu caminho?
São tantos desafios, um enrosco pior do que o outro que quase não tenho tempo de sorrir e ter leveza em minhas ideias.

Sigo entristecido, mas com o semblante muito bem disfarçado de corajoso lutador, dos que ainda tem muito o que lutar, mesmo estando profundamente desejoso de desistir, me encostar e parar.

Sigo assim, com o jeito de quem sabe confiar, desconfiando… sempre!
Quem arrancou meus olhos ingênuos, meu sorriso feliz e aquela fé pura e inocente?
Então, ser adulto era isso?

Não, você não é o culpado, mas eu também não sou. Deve ser uma sombra, um espectro horroroso que voa pela noite assombrando e anunciando pelos quatro cantos deste meu país “as boas novas” e tirando o sono de todos nós com esta realidade fria.

Força daí, amigo, que cuido de mim daqui.

Bons perdedores são deste jeito, nunca desistem! Assim como a velha propaganda do governo, que quis nos fazer acreditar naquela bobagem: brasileiros nunca desistem. Só não contaram os motivos!
Se parar o bicho pega! Nenhum doutor lhe esticará a mão! Os políticos passarão por cima, as indústrias farmacêuticas e seus cientistas te cuspirão na cara!

Pois é! Creia nisto e não desista amigo, mas não digo com a intenção de lhe prometer um futuro melhor e nem um Reino dos Céus. Não mesmo! Estas são apenas bobagens inventadas pelos loucos e seus excessos, arrogantes cheios de pretensões e intenções.

Só posso crer que não é possível desistir, não me permito, mesmo que nada do que se crê seja realmente o que gostariamos.

Não desista!

Na correnteza do oceano, quem para é levado. Sem dó! Isto, eu não preciso explicar!

Creia e escute o conselho dos “vagabundos de praia” ao dizerem, ou melhor, gritarem sem carinho ou melindres, lá no fundo do mar onde a correnteza te pega desprevenido e as ondas arrastam para o fundo, aos que passam por um grande sufoco, mas com as melhores das intenções:

– Rema! Rema, porra!!!

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