O frio chegou e como de costume trouxe uma pitadinha de tristeza.
Chegou assim, congelando minha fé nas pessoas e nas muitas possibilidades.
Dizem que os que criam são mais tristes, é possível, talvez, acho que sim.
Por isto suporto e sigo em frente, porque sei que sou deficitário!
Melancólico e ainda em frente. Sempre!
Seu sorriso simples e amável, seu encantamento ainda me fascina, me conduz e faz desejar estar aqui. Por você.
Como um saco plástico à beira da estrada, sem conteúdo, sem vontade própria e além.
Sabe-se lá pra onde.

Ô Saudade de mim!

Ei! Você que está animado e cheio de si. Crente que tudo vai ficar bem e que também anda distraído por aí, dizem que Ele veio exatamente como dissera que faria!

Eu sei, você não soube de nada. Pois é!

Desta vez sua presença era discreta e frágil, tão diferente do que se imaginava, ou se desejara.
Sem alarde, não atraiu os fortes e poderosos, mas os desgraçados, fracos e sem esperança!
Nada disse para atrair multidões. Apenas uma passagem discreta e completamente oposta a tudo que fizera no passado.
Veio, caminhou entre todos e se foi…
Só os que mereciam o seguiu.
Os mansos, misericordiosos e atentos.

– Vinde a mim os silenciosos

Sabe de uma coisa? Também não botei fé e, por isto, estamos aqui do mesmo jeito e, ainda, na procura!

Ainda tô correndo, Coisa Ruim!

Chego lá?

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