De leve, mas bem de levinho, apenas me leve e me eleve!

E que seja querido este ir, quase um carinho, um ninar inocente.

Amor enorme, eterno, verdadeiro, puro, suave, único e feliz.

Revele esta gratidão, não releve este bem-querer sem igual… me eleve!

Leve desta para aquela, daqui para ali, dali para cá, sempre leve, feliz, quase flutuando.

Daqui te digo desde já: nesta não dá!

Quem sabe em um outro plano mais querido, porque me faço desejoso de algo melhor e em prece já me encontro, para aos que se arrastam desajeitados de corpo endurecido, sem graça, mas esperançosos como eu, por isso também, por favor, apenas me leve.

Que seja leve o seu carregar, já que me entrego e me deixo ir.

Solto meu corpo nessa onda… e vou…

Onda que arrasta consigo tudo o que há. Generosa, gorda e carinhosa.

Leva também uma outra leva, igualmente desejosa em ir, sem se esquecer de mim.

Os vejo dropando felizes, entre sorrisos que iluminam, que limpam a dor e os muitos desencantos.

Ao ir, que tudo seja suave, morno, colorido, limpo de dores e desculpas, como um final de tarde à beira mar, daqueles antigos e felizes verões de outros tempos.

Arraste este peso daqui pra lá e me acolhe, agora, imediatamente… já!

Sustenta este corpo pesado, cansado, envolto e surpreso com tanta bobagem, ignorância e desencantos amargos.

Me leva… bem de leve!

Desde já e para sempre!

Não me leve a mal e nem pro mal… eleve!

Apenas me leva leve.

Amém!

 

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