Sobre a primeira vez que vi a chuva, ou que me lembro dela, nem saberia escrever o quanto aquilo me pareceu incrível.

Estava na porta de casa, sob a atenção de minha mãe, com os olhos vidrados nas gotas que caiam e corriam na rua, tal qual soldadinhos em batalha! Uma cena inesquecível.

Apenas um menino, muito pequeno, feliz e logo ali, ao lado, uma pessoa querida e protetora, que sorria com minha pequena descoberta inocente.

A inocência deu lugar à experiência, como tinha que ser… pois é! Isso mesmo, ou ainda bem. rsrsrs

Não poderia querer outra coisa melhor para mim mesmo, é bom crescer, mesmo que aqueles momentos simplinhos me pareçam tão valiosos e deixem uma saudade saudável e bem desejável.

Não me lembro das primeiras vezes igualmente significativas de meus filhos diante destas tais descobertas “mirabolantes” que a natureza proporciona quase que diariamente, mas torço para que eu não tenha sido assim tão decepcionante para eles como me imagino, não mesmo!

Este homem que aqui reflete sobre as coisas belas e simples do dia-a-dia, não é assim uma linda e bela alma que desliza pelo planeta, me desculpem por isso. Apenas tenho momentos de estranha pureza que passa por mim, como o vento que à beira mar, sem que, com isso, me transforme em alguém melhor ou mais valoroso… infelizmente.

Aqui estou eu, continuo minha batalha diária e quase alucinada para me manter de pé, todos os dias!

Luta que encaro com a força de quem carrega uma carga pesada demais, sofrida, dolorida, cheia de deselegância e quase sem esperanças de encontrar a tal da vitória, pois atrás de uma pequena conquista, parece sempre surgir outra batalha.

Hoje, mesmo que já nem tenha grandes certezas sobre alguma conquista real, já que tudo o que se apresenta para mim como um troféu, um título valioso e significativo, têm me escapado, ou nem sequer aparenta como algo a se admirar como tal.

Dores todos têm, e se não há, saiba que virá e tudo bem! Que não sejamos pretensiosos em querermos sair desta vida intactos, isso é querer demais.

Ok, confesso que não desejo a dor e a desesperança a ninguém, muito menos a mim mesmo. Ô coisa triste e cansativa! Tá loko!

Chove lá fora!

Que bom! Bom de verdade.

Me sinto um pouco feliz com este tempo que chamam de feio!

Deixa lá! Que chova.

 

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