Antes de começar a ler, acesse este vídeo e deixa rolar:

Que tempos são esses?!

Sentiu uma tristeza forte e uma solidão na alma. Muito bem disfarçada com um sorriso no rosto! Educação é fundamental! Ninguém tinha culpa de suas dúvidas, tristezas e travas.

Estava atrapalhado com os rumos da vida, talvez percebesse o fim. E quem gostaria de estar assim?

Um cansaço terrível! Podia ser aqueles velhos problemas se alastrando pelo seu corpo, podia ser a idade, ou um esgotamento.

Ser otimista é um ponto crucial e quem tem em equilíbrio é um sábio! E era este sentimento que lhe faltava naquele momento! Otimismo!

Estava desequilibrado e sem forças para continuar, algo caiu em sua mente, em sua rotina e não sabia como se livrar.

Deitou um pouco entristecido naquela noite, sempre fora uma pessoa forte e cheia de energia. Onde estaria errando?

Fechou os olhos e… adormeceu!

Um barulho, uma bagunça, uma desordem assustadora o acordou aflito.

Pessoas gritavam, corriam, se apavoravam nas ruas próximas do prédio onde morava.

Olhava assustado a cena de desespero que acontecia por ali. Pessoas gritando, carros buzinando e todos querendo fugir, mas sabia que não poderia ajudar em nada!

Olhou para o céu e viu milhares de naves flutuando no ar!

Sentiu um medo aterrorizador! Quis correr também, fugir e se esconder, assim como todos os outros, mas não o fez.

De repente uma lucidez se fez presente. Era preciso encarar o problema com sabedoria e coragem.

Em sua mente, num estalo de consciência, entendeu que era preciso enfrentar seus medos, seus desequilíbrios e analisar tudo aquilo com um pouco de sensatez.

Quis entender tudo aquilo como um sonho, não tinha certeza sobre a real presença das pessoas à sua volta, mas mesmo assim, se despediu de sua esposa com um beijo e um abraço carinhoso.

Disse que ficasse bem, mas que ele não podia se esconder. Havia uma nave se aproximando de sua sacada naquele momento, sabia dele assim como ele dela, não era possível se esconder.

Entrou naquela nave, que mais se parecia com um barquinho, só que mais quadradinha, e viu seu prédio se afastar, com sua mulher e filhos abraçados acenando em sua despedida.

A dor do adeus era a coisa mais triste que já sentira em sua vida. Estar longe de sua querida e amada mulher e seus filhinhos era uma das piores situações que já passara. Um abandono desumano e triste.

A viagem, fosse para onde a nave o levasse, era triste, fúnebre e pesada. Porém, impotente e entristecido, abaixou a cabeça e apenas chorou.

Conforme se afastava de sua cidade, podia ver que prédios, casas e fabricas iam dando lugar a outro cenário, algo mais rural, até que se tornou uma imensa floresta.

Depois de certo tempo, fechado em seus medos, pensamentos e dores, percebeu que, talvez pela linda natureza repleta de pássaros, árvores e o frescor do ambiente, seus sentimentos em relação ao mundo que vivera foram melhorando. Reparou que havia outras pessoas por ali, na mesma pequena nave, e que elas transmitiam uma relativa calma, mesmo sem entrarem em uma conversa ou coisa que o valha, sentia-se bem recebido.

A nave foi parando, parando, até que parou diante de uma linda cidade no meio da enorme floresta.

Envolvida por ela, uma cidade moderna e com um design diferente do que estava acostumado. Prédios modernos, vidraças gigantescas e ao mesmo tempo uns muros antigos e cheios de detalhes, como o beiral de escadas de antigos castelos. Era, mesmo, um lugar lindo, bem construído, de cores levemente amareladas, de pessoas com grande serenidade e simpatia.

Deram-lhes boas-vindas e agradeceram a entrega e a aceitação daquele novo plano, novos rumos e ideias.

Aquele encontro no meio de tanta beleza, com cachoeiras, árvores floridas, pássaros de milhares de espécies e cores, tudo muito harmônico e limpo, misturada à paz que as pessoa dali emanavam, foi revigorante.

Entendeu que algo grande, belo e em nome de um plano maior foi solicitado. Sua presença era aceita e necessária para aquele momento.

Enfim, um propósito justo, necessário e que valia a pena se entregar. Talvez, até mesmo o que estivesse procurando. Sentiu sua alma preenchida.

E foi o que ele fez, ao imitar as pessoas que estavam por ali. Fechou os olhos e agradeceu.

Agradeceu a quem quer que fosse o grande mediador daquele lugar e do encontro! Aquela civilização da qual faria parte. Seus melhores pensamentos pareciam sair do alto de sua cabeça e todos eles eram direcionados para a sua querida família, que um dia poderia estar por ali também. Torceu para que acontecesse.

Abriu seus olhos calmamente e se viu mais uma vez em seu quarto, deitado em sua cama.

Parecia ainda sentir a vibração daquela cidade, daquele lugar lindo.

Acordado, olhou para o lado, viu sua querida esposa deitada em sono profundo.

Sua alma ainda envolta naquele estado, naquela vibração, a observou por alguns segundos. Ela parecia sorrir!

Deu um beijo em seu rosto e agradeceu por ela estar ali com ele.

Linda, bem e tranquila! A Luz da sua vida!

Então, disse baixinho antes de voltar a dormir:

– Te amo!

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