Nesses tempos cheios de perigos, golpes e malandragens, quem nunca imaginou em algo ou alguém que pudesse lhe ajudar e, quem sabe, até mesmo desse uma boa lição nesses danados, safadões e traquinas?! (já falei que tenho maneirado nos palavrões?! Pois é! Estou até perdendo o respeito das pessoas com tamanha mansidão! :p)

Estava de boa num destes milhares de trânsitos, desta São Paulo intransitável e sem fim, quando os carros que estavam na minha frente realmente travaram. Congestionamento constrangedor logo à frente.

Olhei para o lado e, inocentemente, fiquei admirando a camiseta do Brasil num sujeito qualquer ali perto. Ele estava sentado no canto do banco daquela parada de ônibus e me chamou a atenção, pois tentava contar a quantidade de estrelas sobre o escudo em sua camiseta, quando ele se levantou e puxou uma arma. Tomei um grande susto, quase escapou meu pé da embreagem e “por um triz” (de novo!) eu bati no carro da frente.

Foi este carro da frente, para a minha “sorte”, o escolhido pela jovem promessa brasileira. Sim! Ele roubou, apavorou, quase entrou no carro e, por fim, se foi!

Senti minhas orelhas esquentarem, o coração pular acelerado e dei graças a Deus por todos saírem bem, vivos e cada um pro seu lado.

Esta cena me perturbou o dia inteiro. Sim, sou bem fraco pra violência. Não é a minha, não é meu mundo e nem minha inspiração! Pra quem curte… o Datena e afins agradecem! (Brasil Urgente de segunda a Sábado às 16h15. :p

Foi ali que comecei uma bela viagem na maionese!

Não simplesmente questionando o porquê da violência, se o cara estava certo ou errado, se a família na frente estava bem e coisas dos tipo.

No caso de existir uma alma e esta vir de algum lugar, me perguntava sobre o contrato deste rapaz.

Sim! Qual seria o contrato que este rapaz tinha ao decidir que deveria nascer neste planeta? Será que ele estava cumprindo com suas obrigações, quando ainda do lugar de onde veio? Quando ele havia chegado a conclusão que deveria estar aqui nesta Terra?! Quem o incentiva a continuar sua luta por aqui?! Quem o inspirava?! Quem o amava ao ponto de o apoiar em sua maravilhosa decisão de vir aqui e resolver suas pendências?! Quais eram suas motivações naquela época?! E o que iria dizer e pensar quando fosse a hora de voltar para o lugar de onde viera?! Será que quebrou o tal do contrato?!

São estas questões que me deixam assim, um tanto quanto solitário e perdido. Não sei qual é o meu contrato também e nem sei se estou caminhando no caminho correto. Terei desviado, ou não?!

E você, sabe qual é o objetivo inicial desta corrida?!

Não te escuto daqui, mas imagino que são respostas sem muita clareza e objetividade. Algo bem vago mesmo! Ser do bem, fazer o bem, evoluir, melhorar, subir pra quinta dimensão, encontrar Jesus, Buda, Alah, Jah, Krishna, seus Mestres e etc…

Legal! Respeito todos os citados acima e que iluminem nossos caminhos, mas… ainda assim, me vejo sem uma resposta clara: Qual é o meu contrato?! Minha proposta?

A arte foi o caminho que segui e creio (bem ou mal) ter achado um caminho interessante, mas será que este foi aquele no qual eu deveria ter seguido a vida inteira?! Teria, em uma vida paralela a esta, escolhido a mesma opção, ou será que teria sido um Confeiteiro, Taxista, Bombeiro, CEO da Apple ou qualquer outra coisa nesta viagem? E será que teria me dado muito melhor?!

O menino com a camiseta do Brasil escolheu ser ladrão! Tudo aconteceu para que ele visse a carreira de ladrão a sua melhor opção.

Nada o impediu! Ninguém do invisível apareceu milagrosamente e relembrou seu contrato e indicou uma outra opção. Ele apenas sentiu o desejo de ter uma resposta rápida para as suas dores e necessidades e #partiuvidaloka, acreditou nesta ideia e foi roubar.

Imaginei um cara descendo dos céus, com uma capa, a cueca sobre a roupa e como se possuísse o jovem marginal, num raio poderoso que saltasse de seus olhos em direção ao ladrãozinho, retomando a vida dele aos eixos, invadindo bem lá dentro dos olhos do menino e o relembrasse que era preciso seguir as normas e escolhas tomadas antes de seu nascimento. Imaginei o rapaz percebendo seu erro e retomasse ao caminho da Luz, compreendendo imediatamente que sua real aptidão era, mesmo, uma outra. E sob aplausos, todos se desculpassem, abraçassem e retomassem suas vidas aos trilhos da retidão, como sempre deveria ser.

Voltaríamos felizes às nossas obrigações e estávamos, mais uma vez, protegidos e conscientes de nossas funções e objetivos. Que lindo, hein?!

Este mesmo herói, vez ou outra, sobrevoaria as areas de poder de todo o mundo e recobraria à razão os governantes, policiais e poderosos, para facilitar o caminho de toda a população no caminho assertivo de seus devidos contratos pessoais.

Tá lá, mais uma grande maluquice incabível, inviável e assustadoramente fácil ao todo poderoso. #segueadicaGod.

Pena nosso querido e poderoso God ser assim, tão tímido!

Pense nisso, pois assim como está, vai ter gente duvidando de sua existência, Mr. God! :p

 

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