Estou aqui em minha casa vivendo mais um dia como qualquer outro. Dia comum, vida comum de homem comum! Homem comum como qualquer outro. Formado e responsável, como você e outros milhões que andam por aí.

Hoje, me peguei brincando com o abajur da minha sala. Ligava e desligava, exatamente como meu filho adorava fazer, mas eu o “convenci” de que aquilo não era bom para o abajur, pois poderia quebrá-lo ou queimar a lâmpada, como se valessem uma fortuna incalculável.

Percebi que aquilo era bem legal, exatamente como meu moleque já havia descoberto antes de mim, mas eu o proibi. Não era bom para a boa convivência da família.

Quantas coisas não são boas para a família, mas é uma delícia para a nossa própria experiência?! Porém, convencemos e decretamos como erradas e merecedoras de uma boa punição, caso aconteça.

Sim! Poderia levar esta discussão adiante e provar por A mais B que existem milhares de regras a serem seguidas e que tudo é em prol da família e da boa convivência, mas eu não quero. Não é este meu atual objetivo, a minha necessidade e nem meu desejo.

Ainda tenho bloqueios e revoltas naturais dignas de um Homem Formado e Comum. Sou um hipócrita comum como outro qualquer? Não sei, mas ainda analiso as coisas pelo modo tradicional, no qual fui criado.

Sou a favor do casamento gay, mas tenho aversão ao vê-los se pegando. Sorry gays! Mas isto ainda não é fácil para mim.

Sou contra a redução da maioridade penal, mas ainda me revolta ver menores livres em questões de horas, logo depois de uma violência ou assalto praticados por eles.

Vejo os bombeiros como verdadeiros heróis, mas ainda me surpreendo com suas atitudes desinteressadas e pouco polidas, como qualquer outro Homem Comum.

São muitas as minhas limitações, mas minha mente necessita ir adiante e procurar saídas, políticas, convivências e um futuro melhor. Não consigo ficar totalmente preso nos padrões comuns desta nossa existência.

Consigo facilmente entender as falhas de conduta, pois entendo a hipocrisia nas manobras e atos do nosso atual sistema.

Entendo a minha falta de poder em decidir regras, pois estas são bem confusas dentro de mim mesmo.

Não admito a corrupção e o jeitinho brasileiro em quase todas as negociações deste meu país afora, mas entendo quando elas acontecem. Existem muitos exemplos de pessoas que não entraram no jogo e pagaram pesado por isto, vide comerciantes e suas lojas, quantos têm que ceder às regras que lhes dão nojo e nó no estômago? Porém, a vida chama, as contas vêm e a caravana passa.

No vídeo, o senhor revoltado que luta jiu-jitsu e que bate com gosto no negro que o tentou roubar. Nada mais justo? Mas, e se este garoto tivesse outra opção além do roubo, em um país justo e dirigido por líderes e não por gentalha (gentalha de anos e anos, talvez… desde sempre) qual teria sido a escolha?! Será que teria tentado roubar? E se o fizesse, deveria apanhar até a morte?! Ou deveria ser ajudado, acolhido (recolhido) e recebido uma nova visão e oportunidade?!

Utópico pra cacete, eu sei!

Entre ter e não ter regras, obedecê-las ou não… escolha o caminho da verdade, da retidão e dos bons atos, todos temos a ganhar e crescer. Creio!

Enfim…

Brinquei com o abajur o máximo que pude e vi estupefato a lâmpada se queimar, exatamente como eu, Homem Comum, havia previsto ao meu filho em minha única regra severa!

Anúncios