Não sirvo para tantas regras, não mesmo! E não pense que estou falando das regras que os governantes criam e nos impõem, mesmo que estas também me irritem ao extremo, me refiro as que se criam por aí, sem que se saiba quem é o mandante!

 

Regras estranhas que nos sufocam e que desde cedo tenho percebido. Aquelas que você sabe que é de bom tom respeitar, pois sempre vai ter alguém para te fazer engolir. Acabo por seguir, muitas vezes, apenas por um pouco de paz e a boa convivência, porque não sou tão bobo e nem desatento assim, pode crer!

 

Mas peralá, vagabundo! O que há nesta cabeça?! Pra mim não é fácil esta maluquice toda.

 

Quero de verdade a alegria e a paz mundial, sei que isto me faria muito bem, mas do jeito que vai não dá! Prefiro mais a paz interna e isolada, daquelas que se fala pouco e se discute quase nada, aproveitando a boa convivência das pessoas que amamos à volta.

 

Busco, assim como você, a felicidade! O tema é velho e batido, mas este desejo carente e necessitado de se ter a plenitude ainda é o mesmo desde os tempos de meus avós, e dos avós de meus avós, e etc…

 

Liberté, Égalité, Fraternité!!! Gritavam os franceses afoitos por seus direitos.

 

No EUA, no meio do mar, surge a imponente estátua que, com sua tocha, ilumina a terra das oportunidades e desafia aos incrédulos: Eis aqui a terra da liberdade e de homens livres.

 

Veja a terra de ninguém, onde surge Brandenburger Tor, isolada, sozinha e livre! Qualquer alemão sabe disso.

 

Assim que me sinto, com esta solidão cheia de pensamentos, dúvidas e muitas pessoas queridas, outras igualmente queridas e distantes, tão longe que já nem me lembro direito de suas feições. Mas será que sentem esta mesma angústia que a minha?!

 

Por isso, hoje eu grito LIBERDADE, em nome de todos eles!!! E acrescento:

 

Chega com esta coisa de lavar a louça!

 

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